Caos no Rio Piquiri: travessia por balsa é retomada, mas motoristas enfrentam horas na fila e falta de estrutura

Interrupção na BR-272 expõe fragilidade logística e lentidão em obra de ponte entre Francisco Alves e Terra Roxa

Caos no Rio Piquiri: travessia por balsa é retomada, mas motoristas enfrentam horas na fila e falta de estrutura

A travessia sobre o Rio Piquiri, na BR-272, foi parcialmente retomada após horas de paralisação entre sexta-feira (1º) e sábado (2), mas a situação ainda está longe da normalidade. Motoristas que dependem do trecho, entre Francisco Alves e Terra Roxa, continuam enfrentando longas filas e estrutura precária.

Durante o feriado do Dia do Trabalho, o aumento no fluxo de veículos, especialmente em direção ao Paraguai, agravou ainda mais os transtornos. Relatos apontam esperas superiores a cinco horas para realizar a travessia.

Além da demora, usuários denunciam a ausência de infraestrutura básica no local, como acesso à água potável e banheiros, deixando famílias inteiras em condições inadequadas à beira da rodovia.

Segundo o Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT), a elevação do nível do rio impactou a operação das balsas, limitando a capacidade de travessia.

No período crítico, apenas uma embarcação esteve em funcionamento, atendendo exclusivamente veículos leves.

A situação reacende o debate sobre a demora na reparação ou construção da ponte sobre o Rio Piquiri, considerada essencial para a região.

A obra, com investimento de aproximadamente R$ 12,4 milhões, atingiu cerca de 30% de execução até abril e tem previsão de conclusão apenas para setembro de 2026.

Diante do cenário, a orientação para motoristas é evitar o trecho e utilizar rotas alternativas, como o desvio por Palotina, pelas rodovias PR-182 e PR-364.

Embora mais longo, o trajeto pode representar menor tempo de deslocamento diante dos congestionamentos registrados na BR-272.

A instabilidade na travessia evidencia um gargalo histórico na infraestrutura regional, impactando diretamente moradores, trabalhadores e o transporte de cargas em uma importante rota de integração fronteiriça.

Fonte:Jornal São Jorge

Redação:Rudi Walker

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