Influência do El Niño pode aumentar risco de temporais e enchentes e até tornado no Sul do Brasil em 2026
Fenômeno climático deve intensificar chuvas acima da média, com possibilidade de eventos severos como tornados isolados e microexplosões
A atuação do El Niño deve voltar a influenciar o clima no Sul do Brasil ao longo de 2026, trazendo impactos significativos principalmente a partir do inverno.
De acordo com análises meteorológicas como Piter Scheuer, os primeiros sinais do fenômeno começam a surgir ainda no outono, com um gradual acoplamento entre oceano e atmosfera.
Embora no mês de maio os efeitos ainda sejam considerados de baixa intensidade, a tendência é de fortalecimento progressivo entre junho e o final do ano.
Nesse período, o El Niño deve provocar aumento no volume de chuvas, com índices acima da média histórica em grande parte da região Sul.
Com isso, cresce também o risco de eventos climáticos severos, como tempestades intensas, ocorrência de tornados isolados e episódios de microexplosões atmosféricas, especialmente no oeste da região, onde municípios como Marechal Cândido Rondon estão localizados.
Outro impacto previsto é o aumento da frequência de enchentes em importantes bacias hidrográficas do Sul do país. Rios como o Rio Uruguai, Rio Chapecó, Rio Irani e o Rio Itajaí-Açu devem registrar elevação nos níveis, aumentando o risco de alagamentos, principalmente no Vale do Itajaí e regiões próximas.
Os dados indicam que, já em abril, as chuvas devem ocorrer de forma irregular no Sul, com volumes próximos ou levemente acima da média em algumas áreas.
Em maio, a tendência é de maior regularidade, com precipitações dentro ou um pouco acima do esperado.
A partir de julho, porém, os mapas climáticos apontam um cenário mais consistente de chuvas acima da média em praticamente toda a região.
Além das precipitações, as temperaturas também devem se manter elevadas em comparação aos padrões históricos.
Apesar da ocorrência de dias frios típicos do inverno, a previsão é de períodos de frio menos prolongados e menos intensos do que os registrados no ano anterior, com rápida alternância entre dias frios e chuvosos.
Especialistas destacam que, embora o El Niño deste ano não deva atingir a mesma intensidade do registrado anteriormente, seus efeitos serão suficientes para alterar o padrão climático e exigir atenção redobrada da população, principalmente em áreas suscetíveis a alagamentos e eventos extremos.
Fonte:Piter Scheuer/Clima Terra
Redação: Rudi Walker























