Meteorologista volta a fazer alerta sobre possível “super El Niño” com risco de temporais no Sul do Brasil

Fenômeno climático pode provocar chuvas intensas, enchentes e tempestades severas nos próximos meses

Meteorologistas acompanham com preocupação o aquecimento anormal das águas do Oceano Pacífico Equatorial, fenômeno que pode evoluir para um “super El Niño” nos próximos meses e provocar impactos significativos no Sul do Brasil, especialmente na região Oeste.

De acordo com análises climáticas divulgadas por especialistas, os modelos meteorológicos indicam um forte acoplamento entre oceano e atmosfera, cenário semelhante aos registrados em eventos históricos como os de 1982/83, 1997 e 2015.

Pacífico apresenta forte aquecimento

Os estudos apontam temperaturas extremamente elevadas nas águas do Pacífico Equatorial, com grande concentração de energia térmica em profundidades que variam entre 150 e 400 metros, associadas à chamada onda de Kelvin oceânica.

Segundo os especialistas, esse acúmulo de calor tende a fortalecer o fenômeno climático nos próximos meses, aumentando a frequência de temporais, tempestades severas e episódios de chuva intensa.

Paraná e Santa Catarina podem ter chuva acima da média

As projeções climáticas para junho, julho e agosto indicam comportamento irregular das chuvas, com algumas regiões registrando volumes muito elevados enquanto áreas vizinhas poderão ter precipitações abaixo da média.

Entre as áreas com maior potencial para excesso de chuva aparecem o Paraná, Santa Catarina e o norte do Rio Grande do Sul.

Para o fim do inverno e principalmente durante a primavera, os modelos apontam aumento significativo das precipitações, com risco elevado para:

Enchentes;
Alagamentos;
Enxurradas;
Deslizamentos de terra;
Temporais severos;
Possibilidade de tornados em áreas isoladas.
Especialistas pedem atenção da população

Meteorologistas alertam que, embora ações preventivas das autoridades municipais e estaduais ja iniciaram com a  limpeza de rios e dragagens, o que pode reduzir impactos, elas não eliminam totalmente os riscos associados aos eventos climáticos extremos.

A orientação é para que a população acompanhe os boletins meteorológicos e os alertas da Defesa Civil ao longo dos próximos meses.

Apesar das projeções indicarem um cenário potencialmente severo, especialistas ressaltam que previsões climáticas de longo prazo podem sofrer alterações conforme a evolução das condições oceânicas e atmosféricas; porém o super "El Niño” já é dado como certo.

Fonte: Piter Scheuer

Redação: Rudi Walker

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