Tempestade solar deve atingir a Terra entre hoje e amanhã dias 5 e 6, aponta a NASA

Agência espacial monitora intensa atividade na mancha solar AR 4366; efeitos podem incluir interferências em comunicações e auroras nos polos

Tempestade solar  deve atingir a Terra entre  hoje  e amanhã dias 5 e 6, aponta a NASA

Entre hoje  quinta-feira  dia 5 e sexta-feira dia 6 de fevereiro, uma tempestade solar provocada pela ejeção de material do Sol deve atingir a Terra com intensidade considerada fraca, segundo informações da agência espacial norte-americana NASA.

Satélites que monitoram a atividade solar registraram, entre os dias 1º e 3 de fevereiro, uma sequência incomum de erupções de alta energia originadas de uma mesma região ativa do Sol, identificada como AR 4366.

A área tem até dez vezes o tamanho da Terra e foi observada pela primeira vez em 30 de janeiro.

Desde então, a região já produziu mais de 64 erupções solares, sendo 21 de pequena intensidade (classe C), 38 de intensidade média (classe M) e cinco consideradas severas (classe X).

Esse tipo de erupção costuma causar interferências em serviços de comunicação devido à grande quantidade de radiação e partículas liberadas.

De acordo com a NASA, as erupções solares são explosões de energia associadas à liberação abrupta de campos magnéticos intensos, geralmente ocorrendo em áreas com grande concentração magnética, como as manchas solares.

Essas explosões emitem radiação em diferentes faixas do espectro eletromagnético, afetando o campo magnético e a atmosfera superior da Terra.

O Sol passa por ciclos de aproximadamente 11 anos, alternando períodos de mínima e máxima atividade magnética.

Durante os picos, aumentam o número de manchas solares, erupções e ejeções de massa coronal (CME), nuvens de plasma e partículas magnetizadas que podem viajar a milhões de quilômetros por hora.

No caso da AR 4366, a atividade foi classificada como intensa e contínua, com dezenas de explosões em curto intervalo de tempo, comportamento considerado atípico pelos cientistas.

Segundo a NOAA (Administração Nacional Oceânica e Atmosférica), quando uma erupção de grande intensidade é acompanhada por uma ejeção de massa coronal, seus efeitos podem ser sentidos na Terra alguns dias depois.

Como a explosão severa X8.1 ocorreu entre os dias 1º e 2 de fevereiro, a previsão é que seus impactos sejam observados entre os dias 5 e 6, por tanto hoje e amanhã.

Os principais efeitos esperados incluem interferências em sistemas de rádio e comunicações de alta frequência, possíveis perturbações em sinais de GPS e aumento da radiação solar. Apesar disso, o fenômeno não é considerado perigoso.

Nas regiões polares, o evento deve favorecer o surgimento de auroras boreais e austrais, fenômeno causado pela interação das partículas solares com a ionosfera terrestre.

Fonte:msn.com/ciencia e tecnologia (NASA)

Redação: Rudi Walker

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